Os dados de Ictio se duplicaram em 2021

Os dados de Ictio se duplicaram em 2021
fevereiro 10, 2022 Claudia Acosta

Em 31 de dezembro de 2021, Ictio conta com 86 001 observações em 48 868 listas  pelo aplicativo e pela plataforma web. Este é o resultado do trabalho de 431 pessoas e instituições compartilhando dados. Estos dados são provenientes de 150 subbacias da Amazônia, o que representa mais de 75% do total das 199 subbacias nivel BL4 -o quarto de sete níveis hierárquicos de detalhe de bacias segundo Venticinque et al. 2016 y Um novo sistema de informação geográfica (SIG) sobre bacias e rios.

Estes resultados representam mais 22.471 observações  (um aumento de 35%) em comparação com os dados em 30 de setembro de 2021. Em comparação com os resultados de 2020, ainda com a pandemia vigente, as observações no Ictio aumentaram em mais que o dobro, registrando-se 46.885 observações – aproximadamente  120% do total de observações na  base de dados de Ictio.

As listas também aumentaram em mais que o dobro em 2021: Ictio teve um aumento de 28 238 listas – aproximadamente em 137% do total de listas em nossa base de dados.

Até esta data, a partir do aplicativo Ictio, foram registradas 7.558 listas de peixes com 13.443 observações. Entre as espécies prioritárias, o peixe mais observado segue sendo o Prochilodus nigricans, presente em mais de 20% das listas enviadas. Continuam no segundo lugar o Triportheus sp. y o Mylossoma sp., presentes em 11.6% e 10.8 das listas, respectivamente (para nomes comuns ver o glossário abaixo).

Os resultados em 2021 decolaram devido às actividades desenvolvidas pelas organizações socias, que estiveram gradualmente retomando o trabalho de campo, sempre atendendo aos protocolos de prevenção ao COVID-19. Observamos que o número de usuários está aumentando e usuários antigos estão se reconectando e disfrutando da versão atualizada do aplicativo, Ictio 3.0 [link para baixar].

Além disso, tivemos novidades relacionadas às fotos e a sua publicação: As fotografias enviadas através do aplicativo estão disponíveis na nova versão da página Ictio.org, onde o acesso às fotos é livre. Ao usar o aplicativo, os usuários podem autorizar que seus nomes sejam associados às fotografias. E no caso de os usuários que não quiserem associar seus nomes com os dados e fotografias, estas aparecerão como anônimas. Os usuários podem mudar esta configuração no menu principal do aplicativo, ir a Ajustes, e entrar na opção Nome Associado a seus Registros, onde pode escolher se gostariam que o público veja seus nomes.

 

Informação relevante dos registros em 2021

  • Os primeiros registros de 2021 foran cinco listas de peixes que incluíram Triportheus sp., Curimatidae, Pseudoplatystoma sp., Brachyplatystoma rousseauxii, Fish sp., Prochilodus nigricans, Pimelodus sp. e Anostomidae indistintamente. Estes registros foram realizados nas bacias Amazonas (acima de Jandiatuba) em Loreto, Peru, e Madeira (acima de Jamari) em Rondônia, Brasil.
  • Os últimos registros de 2021 corresponderam a listas de peixes que incluíram cada uma a Mylossoma sp., Salminus sp., Zungaro zungaro, Prochilodus nigricans, Brycon sp. na bacia do rio Beni (acima de Madidi) na Bolívia.
  • Entre as espécies prioritárias, o Prochilodus nigricans teve mais observações durante o ano de 2021, seguida de Triportheus sp. e da família Anostomidae.
  • A mais ativa subiu de 283 listas na bacia Amazônica (acima de Jandiatuba)  e suas principais observações foram de Triportheus sp. Mylossoma sp. e Prochilodus nigricans. Para nomes comuns veja o glossário abaixo.
  • Amazonas (acima Jandiatuba) é a bacia com mais listas no ano, com 653. É seguida por Amazonas (entre Negro y Xingú), com 522 listas carregadas.

Figuras para visualizar os dados de dezembro de 2021. 

A Base de Dados Básicos a escala de cuenca BL4 está disponible para descarga en Ictio.org.

Figura 1. Dados Aplicativo Ictio + Ictio Upload. De abril de 2018 a dezembro de 2021, o Ictio coletou 48.868 listas carregadas via aplicativo e plataforma web com um total de 86.001 observações. Estes dados provém de 150 subbacias da Amazônia, o que representa mais de 75% do total das 199 subbacias nível BL4 (Venticinque et al. 2016).

Figura 2. Dados Aplicativo Ictio - Desde abril de 2018 até dezembro de 2021, Ictio recolheu 7.558 listas de peixes com 13.443 observações registradas através do aplicativo Ictio. Estes dados são provenientes de 72 subbacias da Amazônia e representam mais de 36% das 199 subbacias nível BL4 (Venticinque et al. 2016).

Figura 3. Observações por espécie no aplicativo. - Das 13. 443 observações de peixes compartilhadas através do aplicativo Ictio, 10.960 (82%) são das 30 espécies prioritárias. As demais, os 18% (2.483 observações), são da categoria “Fish sp.”, que reúne todas as observações de peixes não listados como prioritários no aplicativo.

Dentre essas espécies, fizemos uma classificação das 10 espécies com mais observações, dentre as quais há 7.498 observações.Entre as espécies prioritárias, Prochilodus nigricans é a espécie com mais observações, seguida de Triportheus sp.. Esta informação foi gerada a partir dos registros de 422 usuários de Ictio. Para nomes comuns veja o glossário abaixo.

 

Conheça os gêneros ou nomes científicos e nomes comuns por país!

  • Anostomidae sp.: Ruta (Bolívia); aracu, aracu cabeça-gorda, piau (Brasil); lisa, cheo, guaracú (Colômbia); lisa, tanla (Equador); lisa (Peru).
  • Brachyplatystoma rousseauxii: Dorado (Bolívia); dourada (Brasil); plateado, dorado (Colômbia); plateado (Equador); dorado, zungaro dorado (Peru).
  • Brycon sp.: yatorana, mamuri, yaturana, o matrinchán (Bolívia); jatuarana o matrinxã (Brasil); sábalo, sabaleta, zingo (Colômbia), sábalo, mahuaso, katupa o handia (Equador) y sábalo (Peru).
  • Colossoma macropomum: Pacú, tambaqui (Bolívia); tambaqui (Brasil); cachama negra, cherna, gamitana (Colômbia); paco (Equador); gamitana (Peru).
  • Curimatidae sp.: llorona, branquiña (Bolívia), branquinha (Brasil), llorón, chillón, branquiña (Colômbia), sardina (Equador), chío chío, yahuarachi, llambina (Peru)
  • Mylossoma sp: pacupeba (Bolívia),pacu comum (Brasil), e palometa (Colômbia, Equador e Peru).
  • Piaractus brachypomus: Tambaqui, pacu (Bolívia); pirapitinga (Brasil); paco, cachama blanca (Colômbia); cachama blanca Equador); paco (Peru).
  • Pseudoplatystoma sp: pintado (Bolívia), surubim (Brasil), pintadillo rayado (Colômbia), pintadillo tigre (Equador), y doncella (Peru).
  • Prochilodus nigricans: sábalo (Bolívia); curimatã, curica o papa-terra (Brasil); bocachico (Colômbia y Equador); challua (Equador) y boquichico (Peru).
  • Pimelodus sp.: griso (Bolivia); mandi (Brasil); chorrosco, barbudo, picalón (Colombia); picalón o buluquique (Equador); e bagre cunchi, bagre, cunchi o zungaro cunchi (Peru).
  • Salminus sp.: salmón, dorado de escama (Bolívia), dourado (Brasil), salmón (Colômbia), Gual (Equador), sábalo macho,sábalo (Perú).
  • Triportheus sp.: panete (Bolívia), sardinhas (Brasil), sardinas (Colômbia e Peru), e pechón (Equador).
  • Zungaro zungaro: Muturo, bagre (Bolívia); jaú, pacamão, zúngaro, bagre sapo, jau poca, jundía, jundiaçu, manguriú, pacamao (Brasil); amarillo, zúngaro, pejenegro, chontaduro, pacamú (Colômbia); sapote (Equador); zúngaro, cunchimama, llausa (Peru).